Indivíduo nº 1
Gosto de desafiar as palavras, testar o seu limite.
Às vezes escolho uma, aleatoriamente, e desato a dissecá-la até não poder mais. Divido-a das mais variadas formas, até que o seu sentido se perca em sons, sílabas ou meras consoantes e vogais. Outras vezes mantenho a sua integridade mas destruo o que está associado a ela através da repetição: digo tantas vezes a palavra que ela deixa de significar alguma coisa senão um som (ele próprio absurdo a dada altura).
Brinco com as palavras: uno-as, invento novas ou inverto-as. Divirto-me.
Indivíduo nº 2
Tenho sempre muito cuidado com as palavras que utilizo. Penso bem sobre tudo o que digo e aproprio a melhor palavra a cada situação. Não entendo como é que existem pessoas que as desvalorizam tanto. Dizem “amo-te” com uma facilidade enorme, por exemplo.
O que é que eu aprendi em relação às palavras? Aprendi que não posso dar tanta importância às que são utilizadas pelas outras pessoas.
Indivíduo nº 3
Tnh perfeita nocao d k sou 1 despreocupad c ax palavrs. Ha kem venha ter cmg pra me ensinar cm s xcreve correta/. Algunx são mt delicadox e tentam fazer-m perceber sozinh k ax palavrs n tao bem xcritas, outrx ensinam-m calma/ cm s xcrev e pk. Ha aind kem tente ofender-m por xcrever cm xcrevo. Inda n perceberam é k EU SEI ESCREVER! N sou nenh1 burro. Simples/ tenh mais k fazer do k perder temp a xcrever td direitinh. Afinal d contax o k é k importa? O significad ds palavras ou o aspeto ds palavras?
Indivíduo nº 4
Tentem imaginar como seria o pensamento se não existissem palavras…
Conseguem?
É como tentar imaginar um sonho sem imagens!
Indivíduo nº 5
Olá.